sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Da Invisibilidade na Sala de Aula ao Sucesso na Escrita e na Leitura - Elvira Souza Lima





Da Invisibilidade na Sala de Aula ao 
Sucesso na Leitura e na Escrita

A proposta deste livro é apresentar e refletir sobre a situação da população mais atingida pelo chamado “fracasso escolar” e questionar algumas das crenças correntes sobre a inteligência e capacidade para aprender destes alunos.

Não  há  dúvidas  que temos, no Brasil, situações complexas e desafiadoras na educação básica. De um lado, temos o fato de uma quantidade importante de alunos que não chegam a dominar a escrita. Por outro lado, temos o grande avanço das ciências do cérebro sobre como este se organiza para ler e escrever. Já foi demonstrado que a aprendizagem da leitura e da escrita são culturais, ou seja, não há um centro da escrita geneticamente determinado como há para a fala. A neurociência nos possibilita pensar que todos podem aprender a ler e a escrever.

Há cerca de 40 anos presto consultoria para redes de ensino, organizações sociais e edu- cadores em todo o país. Em quase todos os municípios, meu trabalho envolveu interagir diretamente com as crianças que não estavam aprendendo a ler e a escrever. Elas eram indicadas pelos educadores de cada escola e eram, em sua maioria, crianças negras. Em sala de aula, as meninas tendiam a ficarem retraídas e caladas, enquanto que os meninos, em sua maioria, apresentavam reação visível à rejeição e ao fracasso.

Todavia, sempre que intervenções pedagógicas culturalmente  significativas eram feitas, as meninas respondiam muito fortemente de forma positiva. Decidi, então, centrar este livro nas meninas negras. Como pude constatar ao longo destes anos de pesquisas e estudos etnográficos, ao abordar o tema das possibilidades de aprendizagem destas meninas com educadores, a situação de fracasso escolar desaparecia.  Uma vez que se modifique o conceito de “não capazes de aprender” e se introduza uma pedagogia culturalmente relevante, que inclui a história, a literatura e a cultura da população negra, temos a possibilidade concreta que todas aprendam e se desenvolvam.

Tais fatos evidenciados no Brasil estão na linha do que vivenciei nos muito anos vividos nos Estados Unidos com a inclusão de população negra infantil e juvenil nas escolas públicas. Pude constatar na prática como o racismo mina a autoestima e confiança dos alunos e como uma mudança no contexto pode alterar profundamente a crença em si mesmos. Pude testemunhar a mesma coisa no D.C. Family Literacy, programa desenvolvido nas prisões em Washington D.C. Este programa tinha  como objetivo ampliar a experiência dos presos e presas com a escrita, incluindo formá-los contadores de história para receber seus filhos no horário das visitas, utilizando a literatura, autores negros e a cultura negra. De comum a população tinha o fato de terem sido todos, sem exceção, excluídos da escola, quer por expulsão e evasão, quer por múltiplas retenções, sempre considerados como incapazes de aprender.  

Encarregada da avaliação continuada do Programa puder atestar o impacto que este causou, principalmente pela valorização da cultura, da história e da literatura negras. A mudança de percepção de si mesmo foi apontada por todos participantes como o estímulo para voltar a estudar (nos Estados Unidos é possível prosseguir nos estudos enquanto encarcerados).

Tendo acompanhado as famílias em suas comunidades e o desempenho escolar dos filhos, pude constatar a mudança positiva nas crianças e seu crescente sucesso escolar, à medida que o programa avançava. São todas histórias de sucesso e merecem ser divulgadas.

O livro tem como objetivo demonstrar a capacidade de aprender, respeitadas a diversidade e a natureza cultural do desenvolvimento humano.

Elvira Souza Lima



Nossa iniciativa é a realização de uma edição de 2000 exemplares para serem distribuídos em escolas, grupos e organizações sociais que, como sabemos, tem acesso limitado ou nenhum acesso à internet. Nestes espaços serão doados exemplares suficientes para permitir a leitura e o debate entre pais, professores e integrantes do grupo em geral.  

Estes livros serão oferecidos e socializados para leitura e estudo nos seguintes espaços:

Educação do Campo, nacional
Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias nas regiões NO, NE, S, SE
MTST nos estados de SP, RJ, CE e no DF
escolas públicas de MG, RJ e SP
escolas públicas situadas na região do Vale do Aço, MG
escolas públicas situadas na Zona da Mata, MG
escolas situadas nas zonas periféricas e comunidades da cidade do Rio de Janeiro, RJ
comunidade da maré, RJ
UNAS União dos Moradores de Heliópolis, SP
Comunidade de Paraisópolis, SP
MSTC  (Movimento Sem Teto do Centro de São Paulo), SP
MST  Escola Florestan Fernandes e assentamentos,  SP
Geledés,  SP
Fundação Cultural Palmares

Elvira Souza Lima tem doutorado pela Sor-bonne, França e pós-doutorado pela Stanford University, nos Estados Unidos. Com formação multidisciplinar em neurociência, antropologia, psicologia, linguística e mú- sica, desenvolveu  uma abordagem teórica inovadora que integra as dimensões bioló- gica e cultural do desenvolvimento humano que pode ser aplicada à  área de educação, em especial à aprendizagem da escrita.


PDF AQUI


COMO CONTRIBUIR 

R$ 270
Doação de 40 livros para escolas e instituições socioeducativas + o nome do contribuinte nos agradecimentos + 1 livro para o contribuinte

R$ 150
Doação de 20 livros para escolas e instituições socioeducativas + o nome do contribuinte nos agradecimentos

INSTRUÇÕES 

Gabriel Souza da Silva Lima
314.263.198-43
Bradesco
Ag: 007915
Cc: 0000000029073-4


Enviar comprovante pelo Instagram, Whatsapp ou e-mail :

@coisas.international 

(fr) +33 6 32 10 03 03 
(bra) +55 11 98168-5397 
(ch)  +41 78 309 48 68

gbrlima@gmail.com







segunda-feira, 16 de setembro de 2019

AÇÃO EDUCATIVA EM PROL DA CONSCIÊNCIA DA VIDA NAS FLORESTAS - EDUCATIONAL ACTION FOR FOREST LIFE AWARENESS

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Projeto educativo envolvendo educadores em escolas públicas e organizações comunitárias com objetivo de trazer às crianças o debate e esclarecimento do meio ambiente para formar comportamentos de respeito à natureza pela literatura.O Projeto pretende distribuir 500 livros Tareco, o tamanduá para leitura, contação de história em escolas, bibliotecas e centro comunitários.

Tareco, o tamanduá é a história da amizade entre um filhote de tamanduá e a filha de um guarda florestal. Após um incêndio na floresta que matou a sua mãe, o filhote de tamanduá ferido foi encontrado pelo guarda florestal. Sua filha, a pequena Mariana, decide, então, cuidar dele. Baseado em fatos reais, esta é uma excelente história sobre empatia e amizade, tão importantes atualmente


 EDUCATIONAL ACTION FOR FOREST LIFE AWARENESS

Educational project involving educators in public schools and community organizations aiming to bring to children news, values and concepts on the natural environment in order to form behaviors of respect for nature through literature. The Project intends to distribute 500 books - Tareco, the anteater, for storytelling in schools, libraries and community centers.
Tareco, o Tamanduá ( Andy, the Anteater – in English) by author Iza Ramos, is the story of the friendship between a anteater cub and the daughter of a forest ranger. After a forest fire that killed his mother, the injured anteater was found by the park ranger. His daughter, little Mariana, then decides to take care of him. Based on real facts, this is an excellent story about empathy and friendship, so important today.



TARECO, O Tamanduá - Iza Ramos


quarta-feira, 26 de junho de 2019

terça-feira, 25 de junho de 2019

Educação, memórias e funcionamento do cérebro

Elvira Souza Lima





Resumo

O avanço nas pesquisas do cérebro vivo em funcionamento, possível pela invenção de novos instrumentos de investigação não invasiva, tem trazido uma quantidade muito grande de informações que levantam pontos importantes para a educação formal de crianças, jovens e adultos. Importante destacar que vários conteúdos das pesquisas e teorização pelos neurocientistas não trazem novidades para a pedagogia, que já contempla há séculos várias práticas confirmadas hoje pela neurociência.  Por outro lado, é igualmente importante destacar que a neurociência revela e discute o funcionamento cerebral como um componente importante não somente para a aprendizagem dos alunos, como para a docência. Como exemplo, para abordar a relação simétrica que a neurociência tem com a pedagogia, discuto, neste artigo, a memória do professor a partir dos conhecimentos sobre a memória trazidos pela neurociência. Há muita produção sobre os processos de aprendizagem dos alunos, porém, apesar da relevância, pouco se estuda e pesquisa, ainda, como o cérebro se organiza para ensinar os conhecimentos formais.

ler / baixar:
http://www.fumec.br/revistas/paideia/article/view/7099

REVISTA PAIDEIA
Paidéia, ano 13, n.20, janeiro/junho de 2019
ISSN 1676-9627 (Impressa)
ISSN 2316-9605 (On-line)
Universidade FUMEC
Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde.

Neurociência na educação infantil: o significado do ato de desenhar

Elvira Souza Lima, Marcelo Guimarães Lima




Resumo

Neste artigo apresentamos uma possibilidade de utilização da neurociência para a reflexão sobre um componente curricular, o desenho. Situamos o desenho como capacidade que surge na evolução da espécie humana, discutimos a predisposição genética para o traçado dos elementos básicos do desenho (ponto, linha, reta, ângulos e círculo) e como, a partir daí, o traçado evolui na criança pequena com o despontar da narrativa visual nas idades da Educação Infantil e, finalmente, a intervenção educacional que permite o pleno desenvolvimento da narrativa visual na criança pequena.  Apontamos a relevância de a neurociência ser incluída na formação do educador para que a escola garanta tempo e contexto para que a criança possa exercitar continuamente o ato de desenhar, desenvolvendo a imaginação e formando memórias. Partindo da neurociência e a necessária intersecção desta com a antropologia, e considerando as artes e o sentido estético, foi elaborada uma base teórico-prática para desenvolver um currículo para a Educação Infantil, adequado ao desenvolvimento da criança pequena: Viver a Infância (LIMA, 2005).  Nele, o desenho se insere como prática diária, dada a sua potencialidade como sistema expressivo da espécie e por constituir a identidade da criança, além de sua participação na apropriação da escrita e sua utilidade na aquisição de conhecimentos escolares das diversas várias áreas. Integrada a esta proposta, há o currículo de formação continuada para o professor, incluindo neurociência e as dimensões antropológicas e semióticas da produção de desenhos. Os desenhos aqui apresentados foram realizados por crianças da Escola de Educação Infantil de Guarani, pela equipe de professoras sob a coordenação de Heliana Bellotti e docência das professoras da equipe1e da professora Fabiana Alfim, da Rede Municipal de São Paulo, em uma escola de periferia. Eles são exemplos claros do potencial das crianças pequenas para realizar complexas narrativas visuais, quando se opta por incluir a perspectiva da neurociência no currículo e na formação dos educadores.

http://www.fumec.br/revistas/paideia/article/view/7100

REVISTA PAIDEIA
Paidéia, ano 13, n.20, janeiro/junho de 2019
ISSN 1676-9627 (Impressa)
ISSN 2316-9605 (On-line)
Universidade FUMEC
Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Elvira Souza Lima - A IMAGINAÇÃO E A ESCOLA




Elvira Souza Lima - A IMAGINAÇÃO E A ESCOLA
  
Os estudos da neurociência sobre imaginação nas últimas décadas têm trazido informações importantes para a educação escolar, notadamente na questão da docência e na concepção e elaboração de currículo. Podemos afirmar a partir deste conhecimento que imaginar não é algo que se exercite em certas tarefas em momentos especiais, como fazer um desenho ou uma redação. Pelo contrário, imaginar é parte importante do processo de aprendizagem em qualquer área do conhecimento do currículo. Imaginar motiva e regula a atenção do aluno.



ISSN 2447-889X



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Traçados e Sentidos - do desenho à letra cursiva com Elvira Souza Lima Dia: 27 de agosto, SP



Traçados e Sentidos - 
do desenho à letra cursiva
com Elvira Souza Lima

Dia: 27 de agosto
Local: Espaço Harmonia,
Antonio Camardo, 743, Tatuapé
São Paulo, SP
Horário: 9h às 12h

Valor da ação de formação: R$100,00
R$ 90,00 para  individual com pagamento até 10 de agosto
Desconto de   5% para grupos de  5 pessoas da mesma instituição
Desconto de 10% para grupos de 10 pessoas da mesma instituição

FAÇA SUA INSCRICÃO AQUI



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Elvira Souza Lima - Memória - Todos Podem Aprender a Ler e a Escrever


O papel da memória nas aprendizagens escolares, a educação da atenção e as atividades de estudo, os processos de aprendizagem e os mecanismos e tipos de memória, as contribuições da neurociência, a organização do currículo, com Elvira Souza Lima

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Elsie Rockwell - Três planos para o estudo das culturas escolares


Três planos para o estudo das culturas escolares: 
o desenvolvimento humano desde uma
perspectiva histórico cultural


A cultura escolar: um olhar histórico

Gostaria de tentar mostrar a complexidade desta problemática cultural focando um campo particular, a escola, embora o que eu vou dizer pode sugerir maneiras de olhar para outros espaços sociais em que os seres humanos como a família ou para a rua se desenvolvem. Em nossa cultura, a escola é privilegiada como uma área que potencia o desenvolvimento humano. Muitos estudos psicológicos têm tentado demonstrar que existe uma estreita relação entre a escolaridade e o desenvolvimento cognitivo (Moll, 1990). No entanto, raramente a própria cultura escolar é abordada de uma perspectiva histórica e cultural. Segundo alguns pesquisadores, as escolas que conhecemos refletem uma gramática particular, que alguns chamaram de "forma escolar". Estas escolas têm maneiras de dividir o tempo e separar o espaço, classificar os alunos, de fragmentar o conhecimento e fornecer qualificações, que marcam suas culturas (Tyack e Cuban, 1995). No entanto, a partir da antropologia e da história, também foram documentadas outras formas de organização da transferência formal do conhecimento, que sugere uma concepção comparativa mais ampla da escola




Elsie Rockwell
Tres planos para el estudio de las culturas escolares: el desarrollo humano desde una perspectiva histórico-cultural
Interações, vol. V, núm. 9, jan-jun, 2000, pp. 11-25
Universidade São Marcos
São Paulo, Brasil
fonte: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=35450902


sábado, 19 de março de 2016

Fundamentos da Educação Infantil de Elvira Souza Lima, Editora Inter Alia, 2016





FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
ELVIRA SOUZA LIMA

ISBN: 978-85-65669-23-8
ISBN Livro digital (e-book): 978-85-65669-24-5

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