quarta-feira, 26 de junho de 2019

terça-feira, 25 de junho de 2019

Educação, memórias e funcionamento do cérebro

Elvira Souza Lima





Resumo

O avanço nas pesquisas do cérebro vivo em funcionamento, possível pela invenção de novos instrumentos de investigação não invasiva, tem trazido uma quantidade muito grande de informações que levantam pontos importantes para a educação formal de crianças, jovens e adultos. Importante destacar que vários conteúdos das pesquisas e teorização pelos neurocientistas não trazem novidades para a pedagogia, que já contempla há séculos várias práticas confirmadas hoje pela neurociência.  Por outro lado, é igualmente importante destacar que a neurociência revela e discute o funcionamento cerebral como um componente importante não somente para a aprendizagem dos alunos, como para a docência. Como exemplo, para abordar a relação simétrica que a neurociência tem com a pedagogia, discuto, neste artigo, a memória do professor a partir dos conhecimentos sobre a memória trazidos pela neurociência. Há muita produção sobre os processos de aprendizagem dos alunos, porém, apesar da relevância, pouco se estuda e pesquisa, ainda, como o cérebro se organiza para ensinar os conhecimentos formais.

ler / baixar:
http://www.fumec.br/revistas/paideia/article/view/7099

REVISTA PAIDEIA
Paidéia, ano 13, n.20, janeiro/junho de 2019
ISSN 1676-9627 (Impressa)
ISSN 2316-9605 (On-line)
Universidade FUMEC
Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde.

Neurociência na educação infantil: o significado do ato de desenhar

Elvira Souza Lima, Marcelo Guimarães Lima




Resumo

Neste artigo apresentamos uma possibilidade de utilização da neurociência para a reflexão sobre um componente curricular, o desenho. Situamos o desenho como capacidade que surge na evolução da espécie humana, discutimos a predisposição genética para o traçado dos elementos básicos do desenho (ponto, linha, reta, ângulos e círculo) e como, a partir daí, o traçado evolui na criança pequena com o despontar da narrativa visual nas idades da Educação Infantil e, finalmente, a intervenção educacional que permite o pleno desenvolvimento da narrativa visual na criança pequena.  Apontamos a relevância de a neurociência ser incluída na formação do educador para que a escola garanta tempo e contexto para que a criança possa exercitar continuamente o ato de desenhar, desenvolvendo a imaginação e formando memórias. Partindo da neurociência e a necessária intersecção desta com a antropologia, e considerando as artes e o sentido estético, foi elaborada uma base teórico-prática para desenvolver um currículo para a Educação Infantil, adequado ao desenvolvimento da criança pequena: Viver a Infância (LIMA, 2005).  Nele, o desenho se insere como prática diária, dada a sua potencialidade como sistema expressivo da espécie e por constituir a identidade da criança, além de sua participação na apropriação da escrita e sua utilidade na aquisição de conhecimentos escolares das diversas várias áreas. Integrada a esta proposta, há o currículo de formação continuada para o professor, incluindo neurociência e as dimensões antropológicas e semióticas da produção de desenhos. Os desenhos aqui apresentados foram realizados por crianças da Escola de Educação Infantil de Guarani, pela equipe de professoras sob a coordenação de Heliana Bellotti e docência das professoras da equipe1e da professora Fabiana Alfim, da Rede Municipal de São Paulo, em uma escola de periferia. Eles são exemplos claros do potencial das crianças pequenas para realizar complexas narrativas visuais, quando se opta por incluir a perspectiva da neurociência no currículo e na formação dos educadores.

http://www.fumec.br/revistas/paideia/article/view/7100

REVISTA PAIDEIA
Paidéia, ano 13, n.20, janeiro/junho de 2019
ISSN 1676-9627 (Impressa)
ISSN 2316-9605 (On-line)
Universidade FUMEC
Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Elvira Souza Lima - A IMAGINAÇÃO E A ESCOLA




Elvira Souza Lima - A IMAGINAÇÃO E A ESCOLA
  
Os estudos da neurociência sobre imaginação nas últimas décadas têm trazido informações importantes para a educação escolar, notadamente na questão da docência e na concepção e elaboração de currículo. Podemos afirmar a partir deste conhecimento que imaginar não é algo que se exercite em certas tarefas em momentos especiais, como fazer um desenho ou uma redação. Pelo contrário, imaginar é parte importante do processo de aprendizagem em qualquer área do conhecimento do currículo. Imaginar motiva e regula a atenção do aluno.



ISSN 2447-889X



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Traçados e Sentidos - do desenho à letra cursiva com Elvira Souza Lima Dia: 27 de agosto, SP



Traçados e Sentidos - 
do desenho à letra cursiva
com Elvira Souza Lima

Dia: 27 de agosto
Local: Espaço Harmonia,
Antonio Camardo, 743, Tatuapé
São Paulo, SP
Horário: 9h às 12h

Valor da ação de formação: R$100,00
R$ 90,00 para  individual com pagamento até 10 de agosto
Desconto de   5% para grupos de  5 pessoas da mesma instituição
Desconto de 10% para grupos de 10 pessoas da mesma instituição

FAÇA SUA INSCRICÃO AQUI



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Elvira Souza Lima - Memória - Todos Podem Aprender a Ler e a Escrever


O papel da memória nas aprendizagens escolares, a educação da atenção e as atividades de estudo, os processos de aprendizagem e os mecanismos e tipos de memória, as contribuições da neurociência, a organização do currículo, com Elvira Souza Lima

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Elsie Rockwell - Três planos para o estudo das culturas escolares


Três planos para o estudo das culturas escolares: 
o desenvolvimento humano desde uma
perspectiva histórico cultural


A cultura escolar: um olhar histórico

Gostaria de tentar mostrar a complexidade desta problemática cultural focando um campo particular, a escola, embora o que eu vou dizer pode sugerir maneiras de olhar para outros espaços sociais em que os seres humanos como a família ou para a rua se desenvolvem. Em nossa cultura, a escola é privilegiada como uma área que potencia o desenvolvimento humano. Muitos estudos psicológicos têm tentado demonstrar que existe uma estreita relação entre a escolaridade e o desenvolvimento cognitivo (Moll, 1990). No entanto, raramente a própria cultura escolar é abordada de uma perspectiva histórica e cultural. Segundo alguns pesquisadores, as escolas que conhecemos refletem uma gramática particular, que alguns chamaram de "forma escolar". Estas escolas têm maneiras de dividir o tempo e separar o espaço, classificar os alunos, de fragmentar o conhecimento e fornecer qualificações, que marcam suas culturas (Tyack e Cuban, 1995). No entanto, a partir da antropologia e da história, também foram documentadas outras formas de organização da transferência formal do conhecimento, que sugere uma concepção comparativa mais ampla da escola




Elsie Rockwell
Tres planos para el estudio de las culturas escolares: el desarrollo humano desde una perspectiva histórico-cultural
Interações, vol. V, núm. 9, jan-jun, 2000, pp. 11-25
Universidade São Marcos
São Paulo, Brasil
fonte: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=35450902


sábado, 19 de março de 2016

Fundamentos da Educação Infantil de Elvira Souza Lima, Editora Inter Alia, 2016





FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
ELVIRA SOUZA LIMA

ISBN: 978-85-65669-23-8
ISBN Livro digital (e-book): 978-85-65669-24-5

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Editora Inter Alia     
livros@editorainteralia.com     
editora.interalia@gmail.com

sábado, 12 de março de 2016

Diálogos de Educação 2

Discussão sobre poesia - Curso Fundamentos para Educação Infantil - Elvira Souza Lima, CEPAOS

Tivemos nestes primeiros dias de nosso curso muitas experiências com poesia no cinema, na animação, nas postagens de muitas pessoas. Vale a pena, agora, refletir sobre o que é poesia para a mente humana. É evidente nas postagens a preocupação de todos com o processo de humanização das crianças pequenas. Por onde passa a humanização na primeira infância?
              Com certeza pelos sentidos, pela educação dos sentidos. E gostaria de destacar aqui a importância da visão poética, da visão não endurecida pelas questões contemporâneas de aceleramento da infância. É preciso por mais poesia na vida das crianças. Na escola e em casa. Quem está na docência, tem lido poesia para as crianças? Quem está na gestão, tem trazido constantemente a questão de poesia no currículo? Melhor ainda, quais são as idéias do grupo para inserir mais poesia no cotidiano da criança pequena?

Pollaris

Juliana de Oliveira Nessa semana tive uma reunião na qual refleti sobre esta questão: a poesia para crianças. Pensei sobre como apresentar, a frequência que fazia isso (e se fazia) e quais materiais eu usava... percebi que isso não ocorria como seria adequado e também muito menos com a mesma frequência que é oferecido um filme, uma história, um teatro, música entre outras linguagens. 
Talvez isso ocorra por eu trabalhar com criancas bem pequenas (1, 2 e 3 anos) e "achar" que algumas linguagens são mais "difíceis"...mas...quem disse que são?
Kietrine Christine Olá, sou professora no 3° ano EF. Poema é um gênero textual que faz parte do nosso currículo, . De qualquer forma, gosto muito de usar poemas nas minhas aulas, acredito que este gênero enriquece o repertório dos pequenos, além de ser um gênero muito "gostoso" de se trabalhar, sua estrutura (versos e estrofes) e as rimas tornam a leitura mais prazerosa e nosso dia poeticamente melhor! 
Mara Helena Epprecht Ribeiro Novamente vejo que é necessário que os adultos aprendam a gostar de poesia e exercitar a visão poética do mundo, pois levar para as crianças a poesia só por que "dizem" que é importante... não tem o efeito que se espera no desenvolvimento delas... e se apaixonar por poesia é muito bom!!
Zenilda Teles Estou aprendendo a gostar de poesia... Concordo com a Mara Helena.... E nesse exercício de aprender a gostar, tenho uma amiga que me encanta com seu gosto pela poesia e me presenteia, não só com livros infantis para eu ler para meus alunos de 5 anos, como também com o brilho em seu olhar quando me seduz... Está dando certo... Escolhi a poesia para trabalhar com meus alunos, nesse semestre!
Araci Consolini Todos os anos tenho lido poesia para as crianças. Mas especificamente por dois anos gravei as crianças em CD e levaram para casa. Foi um ano em que lia poesias nas reuniões de pais. Então este ano voltarei a fazer isso. Amo Vinicius de Moraes e Cecília Meireles.
Tem um Cd do grupo "Palavra Cantada - Canções Curiosas" que eu acho muito interessante. São músicas que se apoiam na rima para contar histórias.


YOUTUBE.COM

Bellatrix

Janete Oliveira Na escola onde trabalho com crianças de 4 anos, temos esse hábito da leitura diariamente. Levamos para a sala de aula diferentes portadores textuais. A poesia entra toda semana como forma de reflexão e após a leitura e conversa registramos através de um desenho. 
Acredito que hoje em dia a humanização das crianças é um desafio
.
Laura Neumann O trabalho na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental são alicerçados na Poesia e nas Artes. Acreditamos que a Música, a Poesia e todas as formas de Expressão Artística estimulam a criatividade, alimentam a imaginação e produzem momentos de extremo prazer, não só para as crianças, mas também aos professores! Em 2015 nossa eleita foi Frida Kallo. 2016 votaremos em Março.
Dany Douglas Moraes Acredito que as poesias contribuem muito para o repertório das crianças desde pequenas! A variedade dos gêneros textuais se ofertadas às crianças desde cedo poderão contribuir muito para o desenvolvimento amplo dos pequenos.
Giselia Santos No meu trabalho na clínica, percebo que ainda existe dentro das crianças, uma sensibilidade aflorada,nos dias atuais as brincadeiras de roda com toda aquela musicalidade está cada vez mais escasso, ali começava a poesia e todo o despertar para o belo e para o outro, o que precisamos é ajudar a despertar novamente para a riqueza das rimas e contribuir para a percepção dos sentidos, incluir nos currículos não a produção em si mas o desenvolvimento do ser como pessoa, ao escolher um texto o professor ter o objetivo não só pedagógico como encontramos na maioria das vezes, mas o intrapessoal e o interpessoal, isso é trabalhar poesia ao meu ver.
Elvira Souza Lima Muito bem colocado!
Renata Duarte Da Cunha Barci Ando questionando o currículo da nossa escola e esta reflexão veio a calhar. As poesias que oferecemos são suficientes? Como estamos trabalhando-as? Poderíamos fazer pequenos saraus a cada 15 dias na escola em que uma sala ou grupo de crianças apresentassem poesias umas às outras. Assim o trabalho de socialização e de comunicação também seria estimulado
Debora Araujo Conheço os da "Arca de Noé" e os poemas de Lalau e Laura Beatriz!
Debora Araujo Tem também o livro "Ou isto ou aquilo", da Cecília Meireles

Sírius

Sol Queiroz Eu amo poesia, mas confesso que encontro bastante dificuldade de inserí-la no universo infantil, acho que até por falta de referência da minha parte. Leio e coloco músicas de Toquinho, Chico Buarque, Mario Quintana, mas ficaria muito feliz se pudessem nos ajudar a ampliar o repertório.
Elvira Souza Lima Vamos colocar algumas sugestões!
Ivania Buonamici Como não conheço um livro especifico com poemas infantis, na minha roda de leitura uso poemas da Ruth Rocha, Pedro Bandeira, Manoel Bandeira, Cecilia Meireles, mesmo sendo pequenos e muitas vezes sem entender a poesia leio mesmo assim para que se acostumem a este tipo de literatura e eles adoram devido a "melodia" que a poesia tem.
Elvira Souza Lima A poesia faz parte da educação dos sentidos. O importante é a imaginação que se mobiliza pela "melodia" das palavras.
Rosilene Ramos Aqui na escola realizamos o nosso sarau poético. Consegue quebrar a visão de muitos adultos que falam que criança não gosta de poesia.
Rosilene Ramos Mas temos dificuldade em encontrarmos livros de poesias para crianças. O mercado editorial é limitado.
Ana Maria Milani Bem, enquanto trabalhei com o Ensino Fundamental, os materiais de leitura por mim utilizados eram variados, incluindo poesias. Já com a Educação Infantil, trabalho com crianças de idade entre 1 ano e 9 meses até um pouco mais de 3 anos, então, leio, com mais frequência, livros que tenham histórias, pois as histórias prendem a atenção dos pequenos e eles também gostam de contá-las da sua maneira.
Elvira Souza Lima A importância da poesia, mesmo com os pequenos, é a experiência estética com a sonoridade das palavras e a linha ritmica. Ela desenvolve a memória auditiva de maneira diferente do que a prosa. Daí a importância de incluir sempre a poesia.
Ana Maria Milani Entendo e concordo. Elvira, além da leitura de poesias, as músicas infantis também favorecem essa experiência estética com a sonoridade, não é? Considerando que várias músicas infantis se constituíram a partir de poesias.
Elvira Souza Lima Sim, há muitas músicas que as letras são textos poéticos. Ler, sem cantar a melodia, terá o mesmo efeito no cérebro. É uma boa estratégia, esta!
Gabriela Manzano Geraldini Antonangeli Oi Elvira eu acho lindo o livro Uma Dúzia e Meia de Bichinhos
Autor: VASQUES, MARCIANO Ilustrador: BORGES, ROGERIO, você conhece?

Elvira Souza Lima Não conheço, mas vou atrás! Vamos colocar a sua sugestão, obrigada!
Gabriela Manzano Geraldini Antonangeli Tem o livro Amigos do Peito do Claudio Thebas, ilustradora Eva Furnari, que também é muito legal.




Gabriela Manzano Geraldini Antonangeli
  Esse do Pedro PInguim as crianças memores adoram, é lindo !!



Esse também é lindo

Esse livro é bem antigo, nem sei se existe mais, mas retrata bem como as crianças entendem as coisas.


Sol Queiroz Existe sim! Esse livro foi minha paixão por anos quando era pequena!

Fabi Alfim Marciano é um grande amigo meu!!! Vive fazendo poesias por onde passa! Fui coordenadora dele em 2009 , no CEU Tiquatira! Realizamos muitos trabalhos com crianças muito carentes, que se apaixonaram pela magia das palavras! `Podemos marcar um sarau!!!!
Antares

Laura Mansur Adoro ler poesia para meu filho de 3 anos e é impressionante como ele vai memorizando os poemas e re-inventando algumas partes, criando suas proprias rimas (além de ampliar seu vocabulário). Na escola, o trabalho com poesia é quase nulo. Uma pena.
Temos em casa alguns bons livros infantis de poesia. Alguns de poesia "barata", outros de poesia mais complexas. Se tiverem sugestões de livros, agradeço
!
Greici Jacob Verdade, quase não se vê nas escolas a leitura de poesias para as crianças, eu procuro sempre trabalhar nos meus projetos algumas poesias e as crianças adoram.
Léa Mondo Nestes anos trabalhando em escola pública, uma das coisas que me chama muito a atenção, é que grande parte das professoras não lêem para as crianças, não incentivam o hábito da leitura e o ler por prazer. Acho fascinante o rostinho das crianças quando lemos para elas. Não tenho hábito de ler poesia, mas se fantasia já fascina que dirá a poesia...
Flávia Siqueira Trabalho em uma escola há 3 Anos. E o instrumento de nossas aulas, o livro didático, traz muitas poesias. Nossas atividades paralelas também trazem, no entanto, de repente, talvez eu não esteja trabalhando a poesia com mais detalhamento. Me preocupo em a crianca esmiuçar o texto. Perceber estrofes e rimas. Interpretar, diferenciar se o sentido é Real ou não, mas, pelo que Elvira Souza Lima está dizendo, estão faltando alguns pontos que ainda não consegui perceber. Sou professora do Primeiro ano do Ensino Fundamental. Aceito sugestões.